Desenvolvimento pessoal

6 aprendizagens em 6 meses na Pixelmatters

6 aprendizagens em 6 meses na Pixelmatters

As mudanças profissionais trazem novas realidades, descobertas, aprendizagens e pessoas. E é incrível pensar como já passaram 6 meses (transformadores) na minha viagem pela Pixelmatters.

Há um nervoso miudinho quando se abraça uma nova etapa, tanto pessoal como profissional. Não conhecemos por completo o que nos espera, as pessoas com quem vamos trabalhar, as formas e metodologias de trabalhar. E é precisamente aqui que está o virar das nossas maiores oportunidades de crescimento.

Em fevereiro, entrei na Pixelmatters com um sorriso. Um sorriso pronto a saborear tudo o que estava aí à porta. E com uma vontade enorme de descobrir e crescer, em que retive 6 principais aprendizagens:

Aceitar e analisar o feedback

A minha relação com o “feedback” tem evoluído. De certeza que te identificas com estas questões:

  • “Mas eu tenho a certeza do que estou a dizer!”
  • “Tantas horas de trabalho para refazer tudo…”
  • “Mas será que não me expliquei bem?”
  • “Não concordo!”

Todos nós já tivemos estes pensamentos, ou parecidos, em situações em que nos passaram feedback, em pessoa, ou por escrito, de forma assíncrona. E tudo começa na nossa atitude perante a mensagem que nos está a ser transmitida. Em vez de deixar o nosso ego falar, há outras atitudes a procurar em prol de toda uma nova perspetiva sobre o feedback que nos é passado:

  • Colocarmo-nos no papel de quem nos dá o feedback — positivo e/ou negativo;
  • Agradecer a oportunidade de poder receber feedback;
  • Não responder imediatamente ao que nos é dito;
  • Ter a mente aberta a ouvir outros pontos de vista (especialmente em ambientes multidisciplinares);
  • Não ter uma atitude defensiva.

Enquanto seres humanos, é duro aceitar críticos que nos possam fazer sentir que não somos competentes. Que não respondemos ao desafio que nos foi prestado. Mas o feedback não tem esse objetivo. Bem pelo contrário, estando obviamente ligado às pessoas em questão, ao tom de comunicação e ao contexto em que se desenrola, o feedback pode ser a maior arma de crescimento de qualquer um de nós.

É certo que a nossa relação com o feedback não vai mudar de um momento para o outro. Vai acontecendo. Vai-se moldando. E é ao longo desse percurso que entendemos que o feedback nos dota de ferramentas que contribuem para o nosso crescimento. De chegar a um resultado bem mais depressa. De aprender coisas novas. Passa (grande parte) pela nossa atitude.

Saborear cada etapa de novas aprendizagens

Independentemente da área em que trabalhemos, vamos ter sempre algo a aprender. Contudo, se nos deixarmos levar pela ânsia de estar constantemente a aprender, é fácil entrarmos num círculo infinito de insatisfação. De sentirmos que ainda não somos tão competentes quanto deveríamos. De que falta sempre alguma coisa.

E é por essas (e outras) razões que é crucial saborear etapa a etapa. É caso para relembrar que “pressa é inimiga da perfeição.” À medida que tenho adquirido novos conhecimentos, tenho procurado “parar” mais. Absorver com profundidade o que li, ouvi ou escrevi. Refletir e entender de que forma é que podem ser aplicados.

Seja em dias, meses, ou anos, procuremos, mais vezes, “correr” atrás da consistência, em vez de uma quantidade desmedida de conhecimento.

Feito é melhor que perfeito

Esta foi uma das principais lições no meu primeiro semestre na Pixelmatters. Ao longo do meu percurso, já trabalhei em várias áreas de Marketing e Comunicação, com um grande foco em entregar tudo na perfeição. Em especial, no mundo da escrita.

Foram várias as vezes em que senti que um título não estava apelativo o suficiente. Que aquela publicação podia acabar de outra forma. Que aquela campanha podia ser melhor. E qual foi o resultado? Levar demasiado tempo a concluir uma tarefa para conquistar o melhor resultado possível.

Mas não podemos deixar que estas dúvidas ou inquietações nos impeçam de cumprir os nossos objetivos. Não quero com isto dizer que não temos de procurar entregar os melhores resultados. Temos que saber parar e reconhecer quando é o que fazemos está bom o suficiente. Caso contrário, nunca estará, e juntar-se-á a mais um projeto que só existiu na nossa cabeça.

Temos que colocar as coisas cá fora. E um dos melhores exemplos é o lançamento do meu site. Não acho que esteja perfeito, mas finalmente posso melhorá-lo. Agora, que saiu do papel e já é real.

Há sempre algo a aprender

À medida que vou procurando consolidar as minhas competências, descubro que tenho sempre algo novo para aprender. E isto fez ainda mais sentido quando a Cláudia, Marketing Manager na Pixelmatters, a minha manager, partilhou esta frase comigo: “Os melhores marketers são os que sabem que não sabem nada.”

A frase pode parecer contraditória, mas não poderia fazer mais sentido. É tão relevante entender o que já sabemos quanto o que ainda não sabemos. Por mais anos que passem ou experiências que tenhamos, assumir este dogma pode fazer toda a diferença no marketer (ou outro profissional) em que te irás tornar.

Partilhar conhecimento

Costumas partilhar o que aprendes com a tua equipa? Ou até com outros departamentos com quem não costumas trabalhar? Este é um dos vários mottos que tem motivado e orientado a equipa de Marketing da Pixelmatters — igniting a culture of sharing — tanto a nível interno como externo.

Além de partilharmos com a comunidade várias etapas do nosso percurso, procuramos aprender ao máximo com cada membro da nossa equipa. Alguém da equipa de Design pode ajudar outra pessoa da equipa de Produto. Ou a equipa de Marketing pode absorver algo novo com a equipa de Engenharia. No fundo, todos podemos aprender uns com os outros.

Seja uma notícia, o lançamento de uma tecnologia, a análise de uma ferramenta, o importante é partilhar. Nunca sabemos o que uma partilha pode desencadear. E inspirar!

Celebrar todos os resultados em equipa

Todas as minhas experiências significaram saber estar e trabalhar em equipa. A nível pessoal, pratiquei natação, joguei basquetebol enquanto atleta federada e agora pratico Crossfit. E a nível profissional, sempre fiz parte de equipas multifacetadas.

Todos os resultados — vitórias e derrotas são celebrados em equipa. É isto que sinto na equipa de Marketing da Pixelmatters. O erro não é da pessoa X. Nem a vitória é da pessoa Y. É de toda a equipa.

Pertencer a uma equipa passa por isso mesmo. Ajudar quem está à nossa volta. Adaptarmo-nos e lidarmos com diferentes tipos de personalidades. Encontrar um meio termo, onde reside um grande potencial de descobertas e conquistas. Obrigada à minha equipa por encarnarem esta frase, todos os dias. 🧡💙

Foram 6 meses de muita introspeção, crescimento e evolução. E tenho a certeza de que os próximos meses vão trazer outras luzes e respostas que ainda não tinha encontrado. Se estás a pensar mudar de trabalho, ou se começaste um novo projeto, espero que a minha experiência te possa ajudar de alguma forma. Eu arrisquei e não poderia estar mais contente e grata por tudo o que a Pixelmatters me trouxe.

By Daniela Grácio Santos

Especialista em Marketing Digital. Eterna amante de histórias. Fã de conversas intermináveis.

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